segunda-feira, 5 de abril de 2010

PORTUGUÊS SEGUNDA LÍNGUA

O processo de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira tem sido objeto de muitos estudos, posto que a necessidade de domínio de uma outra língua se torna fundamentalmente precisa no mundo globalizado, cujas fronteiras ideológicas perpassam por todas as questões identitárias, sob a égide do multiculturalismo e da interculturalidade.
As demandas sociolingüísticas dentro das comunidades brasileiras e hispânicas diferem entre si e, em determinados momentos, se imbricam em se tratando dos muitos grupos sociais, os quais as formam. Há um tênue artifício interacionista entre a língua estrutural e a pragmática, perfazendo a categorização de grupos sociolingüísticos distintos que segregam e/ou são segregados.
Para tanto, oportunizar a uma pessoa o acesso a uma Língua Estrangeira (LE) favorece o desenvolvimento de uma ação emergente em todas as sociedades, uma vez que a globalização beneficia a comunicação entre os povos, possibilitando o conhecimento de diversas culturas (hábitos, costumes), construindo um processo de respeito às diversidades sociolingüísticas reveladas como marca identitária.
No ensino/aprendizagem, o conhecimento deve ser construído observando as estruturas sistêmicas, bem como a base empírica que norteia a mobilidade de uma língua. Não é possível se ponderar que em um processo de aquisição de uma LE ou mesmo de aprendizagem haja uma linearidade contínua de aportes meramente teóricos em detrimento da práxis e do movimento que diariamente re-constrói uma língua, a partir da inserção de novidades linguísticas, as quais estão diretamente ligadas às inovações culturais. Portanto, torna-se irrefutável a logística da construção do conhecimento linguístico advindo de ações concretas, complexas e provenientes da heterogeneidade dos aprendizes e da variedade contextual.
MARIA GORETTI
go23ss@hotmail.com

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