Antes de optarmos pela intitulação que coroa este IX Congresso Internacional, Processos de Ensino e Aquisição de Português (L2 e LE) no Brasil e no Mundo, cogitaram-se outros títulos, sempre com a intenção amparada em melhor definir o foco central que nos convoca, a espinha dorsal do nosso encontro, o alvo ao qual se direcionarão nossos esforços concentrados.
Optamos pela clareza de enunciado, pela identificação com o linguajar da linguística, pela identidade com o ideário da matéria. Desejo expor aqui, contudo, outro título que esteve entre os mais cogitados, para dele subtrair palavra chave, palavra que, em minha opinião, descreve com precisão para onde se dirige a língua portuguesa neste momento da história. Refiro-me ao título Processo de inserção de português além fronteiras, seu ensino e aquisição. A palavra chave na qual me apoio é ‘inserção’. Falemos, então, de inserção: o dicionário Houaiss define o termo como ‘ato ou efeito de inserir(-se)’ e em sua primeira ampliação, especifica: ‘introdução ou inclusão de uma coisa em outra; intercalação, interposição’. Partindo do significado e de suas ampliações, não poderia ser mais sugestivo o palco de realização deste IX Congresso SIPLE, a concretizar-se nos dias 6,7 e 8 de outubro de 2010, na Universidade de Brasília. Como os que estão aquém fronteiras podem intuir, respirar e perceber, Brasília nasceu da necessidade de interiorizar o país, de sair do litoral atlântico, de fazer funcionar outras caravelas, novos transportes para a conquista desse território inexplorado que se podia supor a oeste da Serra do Mar. Da obstinação de um homem, Brasília deixou de ser a promessa utópica a que parecia estar condenada antes mesmo de nascer. Da fé e suor de muitos homens e mulheres, brasileiros de todas as raças e credos, Brasília foi construída em tempo recorde e hoje, cidade com identidade e sotaque consolidados, fruto da maior experiência de miscigenação de que se tem notícia, perfila-se como cenário que abriga diversidades e impulsiona novas idéias. Nesse palco privilegiado, no coração do Planalto Central, marcaremos nossa presença para discutir, projetar, debater esse processo de inserção da língua portuguesa no Brasil e no mundo, esse redimencionamento de uma língua que dá mostras de querer extrapolar fronteiras. Juscelino (nosso JK) estaria orgulhoso de ver sua meta síntese transformada, ainda que por três dias, em cenário de tão alvissareiras parlamentações. Brasília os recebe de braços abertos.
Fabricio Müller
Vice - presidente da SIPLE
Optamos pela clareza de enunciado, pela identificação com o linguajar da linguística, pela identidade com o ideário da matéria. Desejo expor aqui, contudo, outro título que esteve entre os mais cogitados, para dele subtrair palavra chave, palavra que, em minha opinião, descreve com precisão para onde se dirige a língua portuguesa neste momento da história. Refiro-me ao título Processo de inserção de português além fronteiras, seu ensino e aquisição. A palavra chave na qual me apoio é ‘inserção’. Falemos, então, de inserção: o dicionário Houaiss define o termo como ‘ato ou efeito de inserir(-se)’ e em sua primeira ampliação, especifica: ‘introdução ou inclusão de uma coisa em outra; intercalação, interposição’. Partindo do significado e de suas ampliações, não poderia ser mais sugestivo o palco de realização deste IX Congresso SIPLE, a concretizar-se nos dias 6,7 e 8 de outubro de 2010, na Universidade de Brasília. Como os que estão aquém fronteiras podem intuir, respirar e perceber, Brasília nasceu da necessidade de interiorizar o país, de sair do litoral atlântico, de fazer funcionar outras caravelas, novos transportes para a conquista desse território inexplorado que se podia supor a oeste da Serra do Mar. Da obstinação de um homem, Brasília deixou de ser a promessa utópica a que parecia estar condenada antes mesmo de nascer. Da fé e suor de muitos homens e mulheres, brasileiros de todas as raças e credos, Brasília foi construída em tempo recorde e hoje, cidade com identidade e sotaque consolidados, fruto da maior experiência de miscigenação de que se tem notícia, perfila-se como cenário que abriga diversidades e impulsiona novas idéias. Nesse palco privilegiado, no coração do Planalto Central, marcaremos nossa presença para discutir, projetar, debater esse processo de inserção da língua portuguesa no Brasil e no mundo, esse redimencionamento de uma língua que dá mostras de querer extrapolar fronteiras. Juscelino (nosso JK) estaria orgulhoso de ver sua meta síntese transformada, ainda que por três dias, em cenário de tão alvissareiras parlamentações. Brasília os recebe de braços abertos.
Fabricio Müller
Vice - presidente da SIPLE

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